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atualizado há 7 meses atrás

Black Friday na Domino’s
Escrito por Gabriela Raposo
Publicado em 23 de novembro de 2016 Destaques, Gastronomia Black Friday na Domino’s

Voltamos a postar hoje e com uma dica bem legal para a black friday. Para quem não sabe, a black friday acontece após o dia de Ação de Graças, popularmente comemorado nos Estados Unidos. Na black friday as lojas costumam fazer grandes descontos e promoções para os consumidores aproveitarem para já fazerem as compras de natal. Aqui no Brasil e em Salvador não é diferente, então a gente trouxe uma dica bem legal para vocês.

A partir de hoje, dia 23, e também nos dias 24 e 25 de novembro vai rolar uma promoção exclusiva para todo mundo que for pedir pizza na Domino’s através do site. A promoção funciona da seguinte maneira: você entra no site www.dominos.com.br e ao realizar o pedido você ganha 50% de desconto na Pizza Pan, acompanhamentos e sobremesas.

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A Pizza Pan é o diferencial da Domino´s e possuem um modo de preparo diferente do tradicional, com ingredientes de ponta a ponta e duas camadas de queijo, o que a deixa muito mais gostosa, crocante e saborosa. São mais de 20 sabores disponíveis para escolha.

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Espero que todos tenham gostado das dicas e sejam bem-vindos novamente!

Bye bye também foi feito pra se dizer.
Escrito por Juliana Correia
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Publicado em 23 de setembro de 2016 Cultura, Destaques Bye bye também foi feito pra se dizer.

Oi!

Eu sei, esse papo é meio clichê mas não é você, sou eu. Sou eu que ando mais sem graça que a top model magrela da passarela. Sou eu que ando vendo, lendo, ouvindo palavras demais. Sou eu que ando precisando ficar um pouco mais quieta, ter um pouco mais de privacidade, me sentir menos clichê…

Entendo que pareça tudo tão de repente mas não foi. Uma hora foi o Gregório falando de amor e o mundo debatendo se era amor, cilada ou marketing. Eu achei bonito ver tanta gente na minha timeline falando de amor junto com ele. Eu achei bonita a gratidão das palavras dele por quem veio, esteve e foi – as vezes a gente é mesmo meio tapado e só percebe os nossos desperdícios quando já perdemos e isso me dá mais dó do que sentimento de vingancinha. Gosto muito mais de quem fica mas sei sentir saudades ou pelo menos gratidão de-por quem vai mas deixa um pouco de si. Desculpa, divaguei, talvez porque eu esteja indo e não queira te deixar chateada (o). Talvez porque eu me sinta em dívida com quem tem algo a dizer.

Depois veio o Domingos e a tristeza inundou. A eminência das nossas despedidas. O susto diante da rapidez com que tudo rui. A dor. E eu pensando: que será que estou fazendo dos meus dias, será que se eu perder alguém que eu gosto amanhã mesmo, essa pessoa irá sabendo o quanto é importante pra mim, será que se eu for amanhã eu irei achando que fui tudo que podia para quem eu queria etc mil dúvidas muitas noites mal dormidas, aquela coisa.

Aí veio a história do Brad e da Angelina. E eu fiquei achando que eu era a última das patetas. Tentando ser amorosa, falar de amor, viver com intensidade, não fazer joguinhos. E tomando uma, duas, três, etc etc etc na cara. E aí me deu um bode danado de ser eu. Eu sei, talvez seja a semana do inferno astral, talvez seja a proximidade dos vinte e oito, talvez seja a vida me chamando pra ser adulta-responsável em tempo integral. Só sei que eu queria ser qualquer outra pessoa, uma que pensasse e sentisse bem diferente. E aí talvez uma que fosse interessante e não assustasse as pessoas. Que alívio seria.

Aí eu li aquele livro, “O bicho da seda”, e achei aquele trecho que dizia que tem gente demais escrevendo e gente de menos lendo. E sabe, é isso. É legião urbana, é falar demais por não ter nada a dizer. É a Maria Rita “repetindo, repetindo, repetindo”. E aí o bodinho virou bodão e ocupou todo o espaço. Quem sou eu na fila do pão (sem falsa modéstia) pra falar tanto assim, hein?

Eu nunca gostei de ser mais uma. Tampouco gostei de quem se acha a última bolacha do pacote. Talvez eu tenha cansado de me repetir nas minhas causas perdidas. Talvez eu não esteja achando inspiração. Talvez eu não queira ser mais do mesmo, caricatura de mim, desinteressante ao ponto de ser previsível. E eu tenho me sentido assim e tem me incomodado. Quanto mais capturada pelo “eu te conheço” ou “eu conheço seu texto” mais restrita no meu processo de mudança me sinto.

E assim se foram seis meses escrevendo toda quinta-feira. E assim vivi seis meses desnudando muito de mim no meio das mais variadas palavras sobre os temas que fossem. Expurguei muitos fantasmas. Revi minhas ideias. Me comprometi. Escrevi. Escrevi. Escrevi muito. E assim recebi mensagens que me pediam conselhos. Interagi com as mais diversas pessoas. Discuti textos meus na mesa do bar. Fiz até uma amiga!

Ainda lembro da minha cara de pau ao mandar uns textos meus pra Gabi e Loli perguntando se elas não tinham interesse em ter uma pessoa falando de comportamento aqui no blog – coisa que elas toparam e para a qual me deram o mais absoluto espaço e apoio. Meu sincero obrigada por essa porta aberta para o meu delírio, porta que mostrou outros tantos caminhos.

Foco, eu sei, desculpa. Como eu disse: não, não é você escrita. Sou eu. Eu que ando mais do mesmo com meus livros e filmes e papos e encontros e desencontros e pensamentos e reflexões. Eu que ando atrás de silêncio sendo alguém que fala demais num mundo já muito preenchido por sons e opiniões – coisa que pra mim nunca foi questão de quantidade e sim de qualidade.

Como o Chico eu me despeço com a sensação de já ir tarde e ao mesmo tempo com saudade. Eu vou com a gratidão por tantas vezes que tive de me olhar diretamente antes de escrever alguma coisa, por todas as vezes que fiquei na vitrine esperando as críticas, por todas as vezes que alguém disse algo bonito sobre o que eu escrevi. Eu vou e fica a “obra”. E o carinho. E o meu muito obrigada a todo mundo que tirava seus minutinhos pra ler as minhas coisas e interagir comigo e me apoiar a continuar. Espero que haja sempre um bom texto (Eliane Brum! Gustavo Gitti! Ivan Martins! Contardo Calligaris! Etcts!) a espreita numa aba qualquer, que você possa ler numa quinta-feira. De coração.

Ps.|Não, eu não sei me despedir.

Black Italy: o novo lançamento do Black Pepper
Escrito por Gabriela Raposo
Publicado em 15 de setembro de 2016 Destaques, Gastronomia Black Italy: o novo lançamento do Black Pepper

No último final de semana fui convidada para experimentar o novo hambúrguer do Black Pepper Burguer: o Black Italy. O lançamento foi no Festival Food Stock, no Shopping Paseo, onde o Black Pepper costuma marcar presença. Então nada mais justo do que compartilhar com vocês a experiência e também falar um pouco sobre o que achei.

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São 150g de carne, tomate cereja, muçarela, molho pesto de manjericão, pepperoni e pão artesanal. O Black Italy tem um sabor muito bom, um pouco picante ( que particularmente gosto muito) e um molho pesto muito leve. Fica aí a dica para quem quer um hambúrguer diferente, que sai do tradicional e ao mesmo tempo não perde a cara de hambúrguer.

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Você, por acaso, já experimentou o Black Italy? Conte para nós o que achou ou marque nosso perfil no instagram (@conceitounoblog).

beijo,

Gabriela.

Controle é ilusão.
Escrito por Juliana Correia
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Publicado em 8 de setembro de 2016 Cultura, Destaques Controle é ilusão.

Levantar da cama parece impossível. O corpo todo dói como se tivesse levado uma surra na noite anterior. Sim, a doença mais enigmática da medicina moderna chegou no pedaço: virose. Não interessa se hoje havia reunião no trabalho, se hoje tinha aquele happy hour marcado ou ainda aquele encontro especial. O corpo precisa de repouso e já arranjou seu jeito de garantir que suas necessidades serão ouvidas. Quase dois mil e dezessete e uma simples virose muda todo seu planejamento.

Três dias sem ir ao banheiro. A barriga estufada e a sensação incômoda.  Come ameixa. Come mamão. Toma aquele iogurte que promete ajudar. Apela pros remédios e nada. Quase dois mil e dezessete e ainda não é você que controla que horas seu organismo vai expelir os excrementos.

Coloca o pijama, calça a meia e deita na cama, cansado. Luz apagada. Se dormir agora vai ter sete horas e treze minutos de descanso. Acha a posição mais confortável. E a cabeça segue um fluxo ininterrupto que nem mais os ansiolíticos estão conseguindo silenciar. Mais uma madrugada insone pra conta. Quase dois mil e dezessete e seu corpo teima em não te obedecer.

Copérnico deu o primeiro golpe: não, homem, o sol não gira ao seu redor, você que gira ao redor dele. Darwin deu o segundo: não, homem, você não é a criação mais especial de Deus, enviada para reinar sobre outras espécies e sim resultado de um processo evolutivo adaptativo, como tantas outras espécies. Freud cravou o último golpe: não homem, você é sequer senhor de si, pois em sua mente que você julga que governa existe algo chamado inconsciente que te rege e que você ignora.

Os três parágrafos anteriores nos lembram que além disso tudo, por mais que possamos ultrapassar alguns de nossos limites físicos (como no caso de atletas olímpicos e paraolímpicos, por exemplo)  não governamos nossos processos corporais. Não temos controle sequer sobre o que acontece conosco – mente e corpo.

E ainda assim queremos dizer onde e quando vamos ser felizes. Com quantos anos iremos realizar o objetivo x. Quando poderemos conhecer e nos envolver com a pessoa “certa”. Como nós e os outros devem reagir as coisas, onde e quando pode-se ou deve-se ficar triste e onde e quando pode e deve-se esbanjar alegria e até mesmo de que forma cada um deve conduzir sua trajetória de vida., chegando até a dizer que muitas das doenças ligadas a saúde mental são da ordem da “frescura” ou da “falta de força de vontade”.

Ainda assim queremos escolher de quem gostamos e como gostaremos. E como esses seres que gostamos em especial existirão no mundo a partir do momento do nosso encontro: não, ele não precisa mais jogar bola com os amigos, não, ela não deve mais usar minissaia, não,  não pode mais conversar com a pessoa y ou não deve sair sem me prestar contas pois assim posso ficar sossegado que nada do que eu não desejo poderá acontecer. O ciúme é mesmo uma das maiores ilusões de controle, não é? Como se o outro fosse um fenômeno que se colocado dentro das condições perfeitas (de isolamento e vigilância, no caso) trouxesse os resultados esperados.

É duro pensar que somos pessoas soltas numa bola que gira em torno de uma estrela muito quente em um universo gigantesco. Chegamos aqui sem decidir que assim seria e a maioria de nós vai embora sem decidir quando isso acontecerá – ainda assim, no intervalo de tudo isso, consumimos vorazmente as pequenas ilusões de controle e certeza que nos são apresentadas.

Como ser mais produtivo, como resolver melhor os conflitos, como nunca mais brochar, como construir o relacionamento perfeito, como ser feliz com o seu corpo, como conquistar aquela pessoa especial, como ter o emprego dos sonhos – manuais que devoramos acreditando que nos conduzirão ao sucesso sem nos darmos conta de estarmos enclausurando todas as infinitas variações de resposta dentro de engessadas respostas prontas que parecem possíveis de serem controladas.

Gosto de olhar pra minha gripe, pra minha insônia e até pra minha prisão de ventre e lembrar humildemente da ingovernabilidade das coisas que vão compondo minha rotina. Assim exijo menos de mim, menos dos outros, menos da vida. Assim lido melhor com as minhas expectativas frustradas e com as surpresas do caminho. E não, essa não é uma forma de me desresponsabilizar pelas minhas palavras e atos. É como diz o poeminha,  que infelizmente desconheço a autoria: “as coisas não acontecem como a gente quer ; nem mesmo como a gente não quer ; as coisas nunca pedem nossa opinião”. Ou como diz a canção: amanhã pode acontecer tudo inclusive nada. Isso pode ser benção, realidade ou tortura. Vai depender de como a gente decida encarar – e isso sempre, sempre, pode ser revisto.