Publicado em 11 de agosto de 2016 Cultura, Destaques Sobre caçadas

Passou o perfume Polo na frente do espelho, sabia que aquele cheiro costumava fazer sucesso com a mulherada. Depois ajeitou o cabelo e deu aquela última conferida no resultado. Dirigiu o carro com música nas alturas até a balada “do momento”, esperando encontrar as gatas mais “tops” da cidade.

Já do bar avistou uma moça bonita, da qual se aproximou com um drinque em mãos para oferta-la para fins de a conversa fluir melhor, ela ficar mais receptiva e o beijo desejado ser conquistado em menos investidas. Beijo recebido, gata acrescentada a lista de conquistas. Caçada finalizada.

Acordou com o céu ainda escuro. Checou novamente a informação: no lugar X da floresta haviam os tão procurados cervos, próximos ao leito do rio. Colocou o casaco e saiu de casa.

Preparou a armadilha atraente específica já tão conhecida após anos de hábitos de caça. Dispôs as frutas atraentes na grama e esperou o cheiro atraí-los. Agachou-se atrás da melhor moita e esperou a presa. Tiro certeiro. Voltou pra casa com mais um troféu conquistado, mais uma cabeça de cervo a ser exposta na parede, dessa vez de um tipo diferente. Sucesso. Caçada finalizada.

Saiu de casa. Foi naquela lanchonete que era “pokestop”.  Abriu o aplicativo. Checou que pokemons estavam nas redondezas. Tinha um que faltava no seu pokedex. Que sorte! Usou o “incenso” para atrai-los. Esperou olhando a tela do celular entre um gole do milk shake e outro.

Pokemon na área, celular vibrou. Jogou a “razz berry” para deixa-lo mais manso. Jogou a pokebola e capturou. Mais uma conquista pro pokedex! Mais “xp”! Comeu a batata frita feliz. Caçada finalizada!

As caças variam. O ritual da caçada segue alguns elementos constitutivos sempre. As culturas, épocas e significados ditam quais tem autorização para existir e quais não tem. E todos seguem tentando se divertir e se dar prazer, as suas maneiras.