Publicado em 9 de março de 2015 Pelo Mundo Pelo Mundo: SALVADOR

Para o nosso primeiro post sobre viagens, nós decidimos falar sobre o local mais próximo de nós, mas que seria o último que os soteropolitanos imaginariam: a própria Salvador. Pode parecer estranho colocarmos Salvador nesse tópico, mas concordamos que, antes de viajar, temos que conhecer melhor onde vivemos.

Portanto, vamos falar de alguns lugares que já são nossos velhos conhecidos:

Começamos com o Porto da Barra que, além de um lugar histórico (foi o local de fundação da cidade), tem também o lazer. Como pontos importantes, temos o Farol da Barra, os fortes de Santa Maria e São Diogo, o Morro do Cristo e o Edifício Oceânica, que chama a atenção pelo seu estilo modernista, algo pontual e único no local. É bem popular entre a população e os turistas pela sua bela praia e o espetacular pôr-do-sol que se pode apreciar lá. A recente reforma do local privilegiou o pedestre, algo raro hoje em dia, tornando o lugar semelhante a uma praça seca: sem muitos elementos, um espaço aberto para as pessoas usufruírem do modo que quisessem. E o que mais vemos são adultos e crianças andando de skate, patins e bicicleta. Um lugar que mesmo que você já conheça, sempre vale a pena rever.

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O segundo lugar da lista é o Pelourinho. Como a maior parte dos pontos turísticos que serão indicados na lista, é um lugar de grande importância histórica. Os casarões são tombados, preservando a arquitetura colonial. Apesar da descaracterização com relação as cores das casas, que hoje em dia são vibrantes, o lugar continua belo. No Pelourinho, que já é algo a parte, temos a Igreja e o Convento de São Francisco, que dizem ser uma das igrejas mais ricas do país, toda em ouro, e com uma impressionante arquitetura barroca. Logo na entrada, temos uma pintura no teto de tirar o fôlego. Do lado da Igreja de São Francisco, temos a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, também carregada de história. No Pelourinho, também tem um tesouro escondido e pouco conhecido: o Museu de Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica. O lugar é meio escondido, mas vale a pena a visita.

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Saindo do Pelourinho, em direção a Praça Municipal, temos a antiga localização da Catedral da Sé, representada pela escultura de Mário Cravo, “A Cruz Caída”. A Sé foi demolida para a construção de trilhos de bonde, pois na época do modernismo foi privilegiado (erroneamente) os transportes na cidade. Apenas uma parte da Sé se mantém em pé.

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Na Praça Municipal, temos o Elevador Lacerda, a Câmara, o Palácio Rio Branco e a Prefeitura (antigo Palácio Tomé de Souza). Sabe-se que Salvador foi criada como uma cidade-fortaleza, sendo está característica bem visível quanto a escolha de lugares como esse para a instalação de um centro cívico. O elevador foi um importante meio de conexão das cidades alta e baixa e foi considerado o maior elevador do mundo na época. Já foi reformado algumas vezes, possuindo um design diferente do original. Lá também temos o famoso sorvete da Cubana, que vale a pena experimentar.

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Saindo da Praça Municipal e descendo o elevador, chegamos na Praça Cairu, onde tem o Mercado Modelo e o Forte de São Marcelo. No Mercado Modelo, tem uma variedade impressionante de artesanato local. Esse também não é o mercado original, pois ele sofreu um incêndio em que foi necessário sua completa demolição, sendo que hoje ele ocupada o antigo prédio da Alfândega. Seu local original é marcado pela escultura de Mário Cravo, “Os saveiros”.

Outro lugar para curtir um pôr-do-sol imperdível é na Ponta do Humaíta, com uma vista para a Baía de Todos os Santos. Antigamente, era um dos limites da cidade em sua época de fortaleza e, como tal, tinha uma grande importância quanto a defesa da cidade. É perto do Forte de Montserrat, que possui o Museu da Armaria.

Não se pode esquecer a Igreja do Bonfim. Baianos e turistas vão para lá para admirar o local ou para renovar sua fé. A colina sagrada tem acesso de carro e a pé. É famosa por suas fitinhas do Bonfim que podem ser penduradas nas grades da Igreja ou compradas como souvenires.

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Saindo desse circuito, mais para curtir a noite, tem o bairro do Rio Vermelho. Ali temos um ponto importante para turistas que é o acarajé da Dinha, mas todo o bairro é interessante. Em todos os lugares temos bares diferentes, boates e restaurantes. Aconselho o restaurante Utopia, que tem drinks diferentes e super interessantes, o Portela Café para shows e eventos indie, o Red River Café e o Salvador Dali, ambos com uma maravilhosa vista para o mar, e a boate 30 segundos. Se estiver na cidade no dia 2 de fevereiro, vale a pena conferir a Festa de Iemanjá, que ocorre na Praia da Paciência.

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Salvador também possui lugares fantásticos como o Farol de Itapuã, a Lagoa do Abaeté, a Praça Castro Alves e o Parque de Pituaçu, mas, infelizmente, esses locais foram praticamente abandonados por não pertencerem a principal rota turística da cidade. O descaso é enorme e, o que mais entristece, o potencial de lugares como esses é gigante.

Com esse post, não quis trazer uma ilusão quanto a imagem de Salvador. Mas, também, não estou colocando a imagem de minha cidade abaixo da crítica, pois ela é linda demais para isso. Ele foi criado para ressaltar que, apesar dos pesares, as pessoas podem sim reconhecer a beleza de Salvador, que as vezes é esquecida com o dia-a-dia puxado e atordoado. Que as pessoas valorizem o que nós temos, porque, além de tudo, nossa cidade, assim como qualquer outro lugar do mundo, é única.

SUPER DICAS: Lugares a parte dos pontos turísticos, mas que são essenciais são o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), ou Solar do Unhão, a Caixa Cultural e a Aliança Francesa. Para mim, um dos lugares mais bonitos de Salvador é o MAM! E nos fins de semana, tem jazz a tarde. A Caixa Cultural tem exposições únicas também, vale a pena conferir! Já a Aliança Francesa possui um café bem charmoso, com uma ótima localização e uma bela vista.

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Já conhece Salvador? E especificamente esses lugares? O que acharam das dicas? Se quiserem, deixem um comentário abaixo, com dúvidas e opiniões!