Publicado em 2 de março de 2016 Destaques, Pelo Mundo Pelo Mundo: Rio de Janeiro | Dia 2

No segundo dia da viagem, visitei a exposição de Frida Kahlo – Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México na Caixa Cultural. Foi um frescor ver quadros surrealistas diferentes dos que estamos acostumados, como os do artista Salvador Dalí.

Frida é uma personalidade marcante pelos seus traços e pelas suas roupas típicas mexicanas, que se refletem em suas pinturas: suas primeiras obras trazem bem a questão das cores, do tropical, do folclore e da arte popular como temas.

1

“La novia que se espanta de ver la vida aberta”, Frida Kahlo, 1943.


2

“El abrazo del amor del Universo, la Tierra (Mexico). Diego, yo y el señor Xólitl”, Frida Kahlo, 1949.


3

“Frutas de la tierra”, Frida Kahlo, 1938. Em contraponto à natureza morta, retrata a natureza viva.


4


Um momento marcante na vida de Frida e bem enfatizado na exposição, é quando ela engravida do muralista Diego Rivera, contudo perde a criança devido a um aborto espontâneo causado por um acidente sofrido aos 18 anos e que lhe deixou, momentaneamente entre a vida e a morte, e após, graves sequelas. A fragilidade do momento é nítido em suas pinturas, que possuem cores mais sobreas e menos elementos interativos.

5

“Autoretrato con cama”, Frida Kahlo, 1937.


6

“Frida y el aborto” – 1ª liturgia, Frida Kahlo.


Porém, em todos os momentos as suas pinturas apresentam reflexões causadas pelos elementos utilizados e pelos títulos curiosos de suas obras.

Com curadoria de Teresa Arcq, a exposição retrata a vida de Frida através de suas obras e, a partir disso, faz paralelos com outras artistas mexicanas da época, com o objetivo de tirá-las das sombras de seus maridos (também artistas) e torna-las protagonistas. Mulheres como Lola Álvarez Bravo, María Izquierdo, Leonora Carrington, Kati Horna, Jacqueline Lamba e Alice Rahon mostram seu engajamento em temas sociais, políticos e feministas, tornando-as a vanguarda de seu tempo.

7

“Orplied”, Leonora Carrington, 1955.


8

“El cuarto de los misterios”, Bridgit Tichenor.


9

“Autoretrato”, Rosa Rolanda, 1958.


10

11

“O malabarista” e “Andrógeno” da série Ballet de Orion, Alice Rahon, 1946.


A Caixa Cultural tem a marca de exposições itinerantes, ou seja, elas viajam por todas as sedes da Caixa no Brasil. Tanto que quando visitei a do Rio, havia também uma exposição de Leminski, que já ocorreu em Salvador. Vamos torcer para que a exposição de Frida venha para Salvador! Assim que tivermos informações, avisaremos aqui no blog. Lembrando que a entrada da Caixa é gratuita.

etc1 etc2

Aproveitei a proximidade e passeei pelo Largo do Carioca, local que é considerado o coração do Centro do Rio. Nele é possível visitar o Convento de Santo Antônio (que tem uma bela vista), a feirinha do Largo, além de ter diversas opções de restaurantes.

largocarioca1

largocarioca2

largocarioca3

Ficamos por aqui com o diário de viagem! Semana que vem, trarei novas experiências e lugares que visitei no RJ! Espero que tenham gostado!

Beijos,

Carolina.