Publicado em 16 de setembro de 2015 Pelo Mundo Pelo Mundo: Lisboa

Já que viramos o mês, que tal mais um post do “Pelo Mundo”? Continuando com Portugal, hoje vou falar um pouco de Lisboa.

Bondinho do bairro do Chiado.

Bondinho do bairro do Chiado.

Lisboa, por ser mais ao sul que Porto, possui um clima mais ameno e também é menos acidentada (a depender do trecho). É uma cidade que, pode-se dizer, é dividida por polos: a parte antiga-histórica, predominante e de maior importância na visitação, e a atual-moderna, onde há uma concentração de prédios empresariais, shoppings e centro culturais. Assim como Porto, recomendo a utilização de algum dos sight seeing para os primeiros dias, que no caso de Lisboa, possui mais opções de trechos devido a extensão da cidade. O metrô também é uma ótima opção para bairros mais distantes, possuindo três linhas que se integram em determinados pontos, conferindo um fácil acesso para a cidade toda.

Abaixo irei falar um pouco dos meus lugares preferidos em Lisboa. Vamos lá?

Praça do Comércio

É também conhecida pelo nome Terreiro do Paço. É onde se localiza o antigo palácio de Lisboa, o Paço da Ribeira, que hoje sedia a maior parte dos ministérios governamentais da cidade e o Supremo Tribunal de Justiça. Movimentado em qualquer hora do dia até tarde da noite, o local atrai as pessoas por sua importância histórica, por sediar vários eventos culturais e pelos restaurantes. Recomendo o restaurante do Museu da Cerveja, pelos bolinhos de bacalhau e o Martinho da Arcada, o café-restaurante mais antigo da cidade (o preferido de vários escritores e poetas, como Fernando Pessoa). O acesso mais importante à praça é o norte, ao qual encontramos o famoso Arco da Rua Augusta, elemento arquitetônico divisor da praça com a rua de mesmo nome.

A Rua Augusta liga as praças do Comércio e do Rossio. É uma importante rua comercial, com lojas nacionais e internacionais. Fechada para o trânsito de veículos, mostra a importância que ruas nesse formato tem para uma cidade, possibilitando uma percepção diferente aos transeuntes daquela proporcionada pelos carros: uma visão completa do ambiente, uma relação direta com as pessoas e a recepção de vários outros estímulos sensoriais.

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Mercado da Ribeira

Para atrair a população e os turistas para o Mercado da Ribeira, foi criado o Time Out no maior espaço do mercado. O Time Out consiste em uma seleção dos maiores chefs lisboetas e de seus pratos mais famosos à preços super acessíveis (o meu prato preferido, no Henrique Sá Pessoa, custou 8 euros). Além dos pratos, encontra-se petiscos, doces e vinho do Porto. É um lugar que, com certeza, você vai querer visitar todos os dias para experimentar algo diferente. É também um modelo para outras cidades, pois, com uma proposta inovadora, ele busca dar vida a espaços antes abandonados.

Castelo de São Jorge

O castelo foi o Paço (Palácio) Real antecessor ao Paço da Ribeira. Situado na mais alta colina do centro histórico de Lisboa, o acesso pode ser feito através de veículos (carro, taxi e bondinhos), pelo sight seeing (existe uma rota específica para ele) ou a pé. O caminho é longo, mas de todas as opções, a pé é o que mais vale a pena, pois tem muitas coisas interessantes pelo trajeto como o bairro da Alfama, a Sé de Lisboa e o Miradouro Santa Luzia. O que achei interessante foi a calçada ser semelhante a uma escada, facilitando o acesso de pedestres.

Devido a altura de sua localização, o castelo possui a vista mais bonita da cidade.

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Torre de Belém

Essa é parada obrigatória. A torre, com seu estilo manuelino (uma versão portuguesa do gótico), consegue ser mais bela e imponente ao vivo. É bem requisitada em horários próximos ao pôr-do-sol, por ter uma das vistas mais bonitas do seu topo. Como a demanda é grande e suas escadas são helicoidais, estreitas e possuem os degraus bem altos, há todo um controle da quantidade de pessoas que podem subir e descer a torre por tempo. O controle eletrônico é feito a cada pavimento, por isso a dica é prestar atenção às pessoas que estão no mesmo grupo que você.

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Padrão dos Descobrimentos

Perto da Torre de Belém, é outra parada obrigatória. O Padrão foi projetado por Cottinelli Telmo com esculturas de Leopoldo de Almeida em homenagem ao Infante D. Henrique. Em seu interior, possui auditório, sala de exposições e um miradouro.

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OBS.: A famosa loja do Pastel de Belém é perto do Padrão, necessariamente três ruas após o Mosteiro dos Jerônimos (ao qual infelizmente não tive a chance de visitar, então não poderei escrever sobre). Os pasteis originais tem um sabor diferenciado, por isso recomendo a todos que provem. Me surpreendi muito!

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Museu Nacional do Azulejo

Porque azulejo é a cara de Portugal! O acervo do museu, instalado no antigo Convento Madre de Deus (de 1509), é dividido em três andares seguindo uma linha do tempo: no térreo se encontram os mais antigos e à medida que nos dirigimos ao primeiro e segundo pavimentos, encontramos azulejos contemporâneos. O azulejo mais impressionante é um localizado no segundo pavimento que mostra uma panorâmica de Lisboa vista do Rio Tejo antes de 1755, obra que ocupa duas paredes. No museu, também existem oficinas de azulejos abertas para visitação, mostrando o delicado trabalho por trás daquelas obras.

Por ocupar o antigo convento, é possível visitar a igreja do lugar, que é de tirar o fôlego!

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Oceanário

Já na parte mais atual de Lisboa, é onde se encontra o segundo maior oceanário do mundo (um aquário aberto ao público e uma instituição de pesquisa sobre biologia marinha e oceanografia). Consta também uma área de exposições temporárias, um auditório e um restaurante. Ele é dividido por continentes, ambientando cada espécie a um espaço semelhante ao seu habitat natural.

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Pavilhão do Conhecimento

Fica ao lado do Oceanário, portanto, também na parte atual da cidade. Sem dúvidas, foi um dos meus lugares preferidos de toda a viagem! O pavilhão é um museu interativo de ciência e tecnologia, ou seja, possibilita o visitante ver, tocar e sentir os experimentos, facilitando a compreensão de assuntos como física e química. O térreo é um espaço de exposição temporária, enquanto no primeiro pavimento encontra-se a exposição fixa e o espaço infantil.

Na época que viajei, a exposição temporária chamada “Louca-mente” queria trazer uma discussão sobre “a saúde mental e o seu impacto pessoal e social”, como foi definida no site oficial do pavilhão. Ela trazia experimentos e simuladores que mostravam como as pessoas que tem fobias, percepções erradas sobre o próprio corpo, psicopatia e esquizofrenia enxergam e entendem o mundo, colocando o visitante no lugar delas.

Experimento da exposição fixa.

Experimento da exposição fixa.


Todas as atividades culturais aceitavam carteira de estudante, por isso, se tiver, não se esqueça de levar a sua quando viajar!

O que acharam do post de hoje? Há mais algum lugar em Lisboa que vocês recomendariam? Deixem suas opiniões nos comentários!

E no próximo post do “Pelo Mundo”, daremos continuidade a Portugal, falando de algumas cidades que se pode visitar a partir de Lisboa!

Beijos,

Carolina.