Publicado em 11 de janeiro de 2016 Destaques, Na Rede Na Rede: Veganuary

vegan

Uma iniciativa internacional tem gerado assunto nas redes sociais: o Veganuary (junção das palavras Vegan e January). A campanha consiste em convidar as pessoas a passarem um mês (Janeiro, no caso) seguindo uma alimentação vegana, para conhecerem as vantagens e um novo estilo de vida.
Antes de tudo, é preciso esclarecer a diferença entre o veganismo e o vegetarianismo. O veganismo, ao contrário do que muitos pensam, não é a mesma coisa que o vegetarianismo. Enquanto o primeiro é uma filosofia de vida que busca evitar explorar ou abusar dos animais através do uso consciente de produtos e alimentos, o segundo apenas corta carnes da alimentação. Ambos, porém, possuem o mérito de serem pensamentos mais generosos com relação ao planeta.
Essa iniciativa teve como base o Dry January (Janeiro seco), que no ano passado fez com que duas mil pessoas diminuíssem o consumo de álcool no primeiro mês do ano, e a Meet-free Mondays (segundas sem carne). Assim como essas campanhas, seus participantes esperam que a população adquira uma maior consciência sobre o que consome e de que modo seus produtos foram produzidos, além de adotarem esse estilo de vida após conhecerem suas vantagens.
Entre as vantagens do estilo de vida vegano, temos uma melhor qualidade de sono, a manutenção do peso, a extensão da longevidade e a redução do risco de doenças crônicas, diabetes, doenças cardíacas e de câncer, além da diminuição da crueldade contra os animais.
No site oficial da campanha existem várias coisas interessantes para estimular as pessoas a participarem, como receitas e listas de produtos veganos. Isso ajuda a quebrar a crença que as pessoas têm em achar que não existem muitas opções de comida para quem adota esse estilo de vida, quando, na verdade, elas têm a possibilidade de descobrir novos sabores. Para conferir o site, clique aqui.
Contudo, assim como tudo que surge na internet, o assunto gerou uma discussão pobre de argumentos: a de que a participação de um mês é algo hipócrita. Uma campanha tão grandiosa, mas que não gerou um impacto tão grandioso quanto merecia. A participação na campanha é de livre-arbítrio, não uma forma de ditadura. É uma forma de fazer as pessoas refletirem, mesmo aquelas que escolham não participar. É uma iniciativa interessante, não digna de desmerecimento. Ainda mais que adotar um novo estilo de vida é uma escolha a partir da experimentação e um mês é um prazo suficiente para a campanha atingir seu objetivo (o da diminuição do consumo de produtos não veganos) e para as pessoas decidirem de que forma elas se sentiram melhor.
Mas que tal abrirmos um fórum de discussão sobre o assunto? Nossos comentários estão abertos para novas opiniões!

Beijos,
Carolina.