Publicado em 14 de março de 2016 Destaques, Pelo Mundo Especial Rio de Janeiro | Dia: 3

E o nosso Pelo Mundo do RJ ainda não acabou! No post de hoje falarei sobre o que fiz no terceiro dia da viagem! Vamos lá?

Arcos da Lapa

Voltando a nossa programação turística, fomos ao Aqueduto da Carioca, mais conhecido como Arcos da Lapa. Localizado no Centro, foi considerada a obra arquitetônica de maior porte do período colonial no Brasil. Os arcos atuais não são originais, sendo que lá se encontra hoje em dia uma reconstrução da obra com pedras do país e cal, devido aos altos custos das originais e da manutenção. Mais tarde, com as novas soluções de abastecimento de água da cidade, o aqueduto passou a ser utilizado como viaduto para bondes.

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Escadaria Selarón

Praticamente do lado dos Arcos, temos a famosa Escadaria Selarón. Idealizada pelo artista de mesmo nome, foi realizada a partir de seus ganhos como artista e de doações. É impressionante por ser tão extensa (possui 215 degraus) e ser toda feita em azulejos. Para completar, fica no lugar mais hipster do Rio de Janeiro, o Morro de Santa Teresa, e é próxima do bairro mais boêmio da cidade, a Lapa.

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Museu do Amanhã

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Após conhecer todos os lugares que eu que eu queria conhecer no Centro da cidade, fui para o já icônico Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá. Projetado por Santiago Calatrava, o museu se assemelha a outros projetos seus, como a Cidade das Artes e das Ciências de Valencia (na Espanha), o que mostra como as obras do arquiteto são caricatas. E, assim como outros projetos seus, esse museu também tem sua carga de polêmicas. Foi inaugurado há pouco tempo, contudo a parte externa do museu já apresenta pisos rachados (provavelmente não adequados para o local), o globo que marca a entrada do museu está quebrado, a estrutura já está amarelado e o mesmo ocorre com o espelho d’água. Não deixo de achar a obra impressionante, mas esses são aspectos que não tenho como deixar passar, além de já terem sido apontados pelas diversas críticas que o museu recebeu.

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Contudo, vamos a parte boa, não é? Pois a exposição em si é algo que não tenho nenhum comentário ruim sobre. Quando visitei o Pavilhão de Ciências de Lisboa e a Casa da Música em Porto, achei que nada superaria minhas experiências nesses lugares, contudo o Museu do Amanhã conseguiu ser equivalente. Ele aborda questões que estudantes de ensino fundamental e médio já sabem, mas que é sempre bom relembrar para os adultos que não veem esse assunto há muito tempo. Não só por uma questão de relembrar conteúdos já esquecidos, mas para atentar sobre questões importantes para nós e para o nosso planeta. Mas se parássemos por aí, ele não seria tão interessante. O Museu do Amanhã consegue passar esses assuntos de um modo não cru, mas sensorial, o que mexe com as emoções das pessoas. O que vemos não está apenas nos livros: vivenciamos no dia-a-dia e deixamos escapar pelos dedos.

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A exposição está dividida em 5 grandes núcleos: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. O que mais me marcou foi o primeiro. É um simulador em forma de esfera que nos leva em uma viagem poética e dinâmica do big bang até os dias atuais, mostrando as diversas formas de vida e cultura que existem no planeta. Muito emocionante!

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Além disso, o museu possui uma exposição temporária chamada Perimetral, em homenagem ao Elevado da Perimetral, uma via que ligava os principais entroncamentos rodoviários na cidade, trazendo críticas e falando sobre a repercussão de sua demolição. É uma exposição sensorial, que trabalhando apenas com vídeos e sons para demonstrar como a implosão daquela via impactou na vida das pessoas (e como acaba impactando até mesmo os telespectadores). É bem curtinha e vale a pena!

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Dei sorte de não encontrar uma fila extensa para adquirir o ingresso do museu, pois alguns dias antes haviam liberado a compra online. Apesar da cobertura do museu que desponta metros a frente, permitindo um leve sombreamento para filas grandes, não aconselho. O lugar é bem quente, então recomendo que evitem comprar os ingressos no local.

Ingressos: R$ 10,00 (meia-entrada, R$ 5,00), sendo às terças-feiras, grátis.

Na Praça Mauá, também se pode visitar o MAR, Museu de Arte do Rio.

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Ficamos por aqui com o post de hoje! Espero que vocês tenham gostado 😀

Beijos,

Carolina.